Publicado:quarta-feira, 19 de junho de 2013
Postado por paulostudio
Caminhoneiros continuam sem descarregar milho na Conab de Picos
Paralisação iniciou na última segunda-feira (10) e segue por tempo indeterminado.
Reivindicando o cumprimento da Lei
11.442, que prevê aos profissionais o direito de receber R$ 1 a cada
tonelada/hora a partir da quinta hora parada, cerca de 20 caminhoneiros
continuam sem descarregar o milho na Companhia Nacional de Abastecimento
(Conab), em Picos. A paralisação iniciou na última segunda-feira (10) e
segue por tempo indeterminado.
Na manhã desta quarta-feira (19), os
caminhoneiros protestaram em frente ao prédio do órgão, nas margens da
BR 316. Eles usaram cartazes e os caminhões foram colocados na via
lateral da BR para chamar atenção da população. A mobilização foi
acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
| Fotos: Romário Mendes/RIACHAONET |
Segundo
o advogado do grupo, Raphael Vidoretti , a situação dos motoristas é
agravante, uma vez que os manifestantes já estão há mais de 17 dias
aguardando o descarregamento dos caminhões. “Eles só estão querendo
receber o que a lei determina como direito deles, que é R$ 1 a cada
tonelada/hora parada após a quinta hora deles a chegada aqui”, informa.
De acordo com o advogado, a empresa vem
se recusando de toda a responsabilidade de pagamento. “Ela [empresa]
pede uma demanda muito grande de caminhões e não dá conta de descarregar
essa demanda toda, ou seja, hoje encontramos mais de 23 caminhões na
rua, sendo que só descarrega dois caminhões por dia”, conta.
Vidoretti aponta para a Conab a responsabilidade de pagamento aos
caminhoneiros. Para o advogado, o problema foi causado no órgão, no
momento do descarregamento. “Já tentamos contato, tanto com a Conab aqui
na unidade de Picos, como na unidade do pólo no Piauí e em Brasília,
mas o problema ainda não foi resolvido”, frisou.
O gerente da Conab, Francisco Sobrinho, rebateu a acusação afirmando que
o órgão não tem responsabilidade sobre a situação e que o problema deve
ser resolvido com a empresa Giro Certo, responsável, segundo o gestor
da Conab, pela contratação dos profissionais. “A greve não é contra a
Conab, temos aqui um efetivo de trinta homens da Brasil Avanti para
descarregar os caminhões e eles estão reivindicando suas diárias junto à
empresa Giro. Estamos de portões abertos a disposição dos
caminhoneiros”, informa.
De acordo com o gerente da Conab, o
maior prejudicado com esse problema é o produtor rural. Francisco
Sobrinho informou que, desde quarta-feira (12), as vendas do cereal
estão paradas.
Oriundos dos estados de São Paulo, Mato
Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, os motoristas estão há
17 dias na cidade de Picos sem descarregar o produto. Eles alegam ser
prejudicados financeiramente com a demora, além de estar há muito tempo
longe de suas famílias.
fonte:com informações do riachaonet





